A Grande Aventura
Nascera como nascem os espantalhos
Sem planos
Afogado em enganos
Seu rir lascivo esvaía-se aos poucos
Um riso louco
E inaudível
A luz era clara
As janelas se encontravam abertas
O vento frio açoitava a pele flácida
Dança de chuva ácida
Corrosiva a pele olhos boca coração e alma
Ele sorriu
E, de longe, se ouviu
Seu último suspiro
Fraco seco dolorido inaudível
O ruído cortava o silêncio
Lembranças voltavam à mente
Ele dormiu
Simplesmente
Fechou os olhos
Irreversivelmente
Aquela história havia chegado a seu fim
O ponto final fora colocado
A Grande Aventura havia chegado
O Grande Talvez nunca fora desvendado
Não há como sair do labirinto
Ele continua a dançar
A mesma coreografia de enganos
Partiu como partem os espantalhos
Partiu sem planos
Isabelle Neves
Este texto literário é original e de total autoria de Isabelle Neves, portanto, é proibido repassar/postar sem créditos e autorização da autora. Todos os direitos reservados.

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